domingo, 22 de abril de 2012

MINIPALAVRA Se a matemática encontrou a fórmula para representar grandes idéias, encontrei na minipalavra uma forma de representar contos e poesias. Procuro extrair perfume das palavras e as colho pelos pólens de suas sílabas. Sou um caçador/coletor da era digital e digo que não é tão fácil, nem tão simples assim a caça e a colheita de minicontos. Exige aprimorar o conhecimento, para que a envergadura do arco não seja frágil e a descoberta das estações não fique em vão. terça-feira, 28 de dezembro de 2010MINICONTO 102 - maternal "Marcos! Marcos!" O som retornou: "Marcos! Marcos!" A enorme montanha azul no lugar de sua mãe! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:34 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 101 - ausente Sobre a mesa o cartão postal feito a mão. Os contornos de grafite já surrados. Na torre da Igreja quase não aparece mais o sino. O terreno ao lado, baldio, cada vez mais abandonado. Até ele mesmo,tão nobre pintor, dissolveu-se em cinzas! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:32 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 100 - con permiso Joana estava de férias. Quis esconder um pouco do mundo. Jogou-se estrada a dentro. Enfim, chegou naquele lugar almejado. Na entrada da vila, uma placa: TUDO É PERMISSIVEL, MAS NEM TUDO É PERMITIDO. De início não viu ninguém nas ruas. Foi até a Igreja e estava fechada. Chegou ao hotel, não havia atendente. Abriu a porta do bar, o espaço só era habitado pelo silêncio. Olha em volta de sua cama, a cortina branca na janela, um copo d'água sobre a mesa, as caixas de remédio. Sua mãe retira o termômetro: "42º de febre! Logo no início das férias. Parece que ela teve uma convulsão!" Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:29 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 99 - jogo do sexo Brincavam de par ou ímpar. Escondiam as mãos atrás. Ele, seus braços fortes apertavam seu corpo. Ela, seus braços suaves e meigos emolduravam ssua cintura de violão. Quero par! Quero ímpar! Deu par! Agora deu impar! No final de tudo deu par. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:20 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 98 - volúpia Comneçaram adolescentes nas festas de sábado a dançar de rostos coladinhos. Mãos coladinhas. Corpos coladinhos. Os momentos inesperados vêm de longe, separadinhos. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:17 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 97 - glória Desde criança ele adorava circos. Pietro não perdia um espetáculo. Malabaristas, trapezistas, homens engolindo fogo, motos na roda gigante. Seu sonho maior. Sua mãe era uma censura diária. Não! Não! Não! Sentou-se no meio da sala. Num ímpeto correu até a janela e saltou cheio de tristeza no espaço vazio. Sua glória foi um salto mortal. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:14 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 96 - explô Recebeu o presente pelo correio: uma enorme caixa com um quebra-cabeça! Desafio? Isto era com ele mesmo. Foi retirando rapidamente o papel de embrulho, rasgou a caixa e começou a montar ali mesmo na varanda, peça por peça. Aquilo foi se formando como uma grande usina nuclear. Coloca o encaixe da última peça: BUMMMMMM! Voou pelos ares. Pedaços do seu corpo foram encontrados a uns três quarteirões. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:09 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 95 - retorno Todo dia ela parava diante da vitrine. Olhava, olhava e voltava no dia seguinte. Todo dia ela parava diante da vitrine. Olhava, olhava e voltava no dia seguinte... todo dia ela.... olhava....voltava.... cada vez mais velha. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:04 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Deveria avisar a todo o planeta sobre este acontecimento? Ou quem sabe ganharia mais dinheiro no ramo do Direito? Dinheiro....ah!sim! Este foi o pontapé inicial que moveu seu interesse pelos estudos. Desceu calada a ladeira. No meio de sua mudez, apenas um sorriso egoista. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 10:55 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 92 - continuum Arlindo atravessava a noite de festas no baile de máscaras, como um mergulho numa piscina do surreal. Olhava o relógio a todo momento. O cronômetro avançava sob medida. Figuras desconhecidas deslizavam pelas laterais, enquanto outras, ébrias e alucinadas dançavam como labaredas. Arlindo não tirava os olhos do relógio. Se ele pudesse paralizar o cronômetro, congelaria as máscaras no tempo. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 10:47 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem sábado, 25 de dezembro de 2010MINICONTO 91 - terremoto Sílvia ouviu o estrondo. Chegou até a janela. Não via mais nada. O prédio vizinho estava encostado na mesma. Correu até a porta. A grade empenou junto com o corredor. Foi até aos fundos. A janela do banheiro estava fechada por uma parede. Não havia saída. A cozinha acabou em água escorrendo por toda parte. Só a luz funcionava. Desligou a tevê. Não queria saber de notícias suas dadas de longe. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 15:54 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 90 - pânico A correnteza estava forte demais. Paulo segurou em umas árvores. Levou a mão pelas trancas de alguns carros. Abraçou-se a um orelhão. Já estava quase travado em duas lixeiras da rua. Passou direto pelo ponto de ônibus. Contornou a praça. Em movimentos rápidos atravessou o pátio do supermercado. Jurou que esta seria a última vez que sairia à rua. Seu lema era trancar-se no quarto. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 15:46 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem quinta-feira, 23 de dezembro de 2010MINICONTO 89 - relembranças vivas "Se na sala estavam oito pessoas e agora tem somente cinco pessoas, para onde foram os três que faltam, se não se levantou ninguém da poltrona e a porta continua fechada?" Enquanto ele pensa, também se recorda daquela frase estranha: "Imagina que você está no alto de um morro, à noite olhando a cidade. Apagam umas luzes à direita, outras à esquerda, algumas mais embaixo e assim aos poucos vão se apagando outras ali, mais umas adiante..." O doutor solicita que ele reconheça nas fotos, alguns entes queridos. Relembra sua esposa olhando espantada para o médico... "Seria um blecaute na cidade vizinha?" Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 14:26 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem sexta-feira, 17 de dezembro de 2010MINICONTO 88 - apocalipse No início foram múltiplas guerras. Interesse pelo petróleo e jazidas de minerais. Depois lançaram bombas atômicas sobre países do oriente médio que desenvolviam energia atômica para suprir suas necessidades primárias de eletricidade. Tentaram criar um governo mundial. O problema era político. Estes aumentavam exageradamente seus salários e o povo ganhava um mínimo necessário para atender suas necessidades básicas. Em todos os países os prédios das escolas e postos de saúde caíam aos pedaços, enquanto que as casas bancárias eram palecetes iluminados. A juventude aos poucos foi degenerando, ao ponto de chegar ao nível de trogloditas. O caos reinou por cinco anos de destruição total. Estou aqui num abrigo subterrâneo, construído por um milionário, que não teve tempo de se esconder. Mando este relatório para o seu planeta, caso estejam em condições de me resgatar, segue em anexo um arquivo da posição galáctica em que me encontro. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 12:27 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 87 - para onde foram eles? Euclides chegou em frente ao portão, mas não encontrou um cachorro latindo, como na música do Rei Roberto. Percebeu-o caindo. Entrou, mas as portas foram roubadas, assim como as janelas. A casa palpitava dúvidas. Os pisos quebrados. Pias, vasos, torneiras, etc. só restaram marcas. Num quarto um boneco roído por ratos. No outro quarto apenas a metade do guarda-roupas. Nem os disjuntores estavam no painel. Não havia nada para roubar. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 03:02 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 86 - tromba d'água Desceram os amigos mais íntimos. A repartição de trabalho com toda a sua burocracia aos poucos foi diluindo. Chegou a vez do banco predileto e sua conta honrosa. A matriz e seu círculo dominical desfez-se mais rápido que o esperado. Quem imaginaria, a própria família! Fernando deixa deslizar o fio do líquido sobre o copo. Quem poderia acreditar! Aquele cursozinho correspondente a mais uma dose, estava no âmago total da trágica tromba d'água. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:49 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem quinta-feira, 16 de dezembro de 2010MINICONTO 85 - solidão E tudo foi virando saudade. A pior realidade é aquela que não sobreviveu nos escombros da saudade. Os dias e as horas foram apenas as agulhas e as linhas que no tear da existência foram costurando todos os momentos no grande manto das lembranças vividas. Desta forma Suzana coloca um ponto final em sua história: um ponto de interrogação! Que mãos invisíveis teceram suas recordações? Há um escritor escondido nesta história. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 15:44 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 84 - quitutes A indústria fabricava sapatos, mas enquanto eles aguardavam os pés que os calçassem, por trás das máquinas a produção de apelidos entrava em delírio: docinho de leite, pudim, doce de mamão, mariola, leite moça, abacate recheado, maria mole, amanteigado, ambrósia da minha avó anita, ameixa escalfada, sonho, rocombole, mironga, etc. Eles tinham combinado assim: para adoçar nosso trabalho, os apelidos giram em torno de uma confeitaria. Ontem chegou um novato, que foi logo deslanchando: "É um prazer moçada, às suas ordens: marta rocha!" Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 14:32 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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MINICONTO 104 - niño MINICONTO 103 - future MINICONTO 102 - maternal MINICONTO 101 - ausente MINICONTO 100 - con permiso MINICONTO 99 - jogo do sexo MINICONTO 98 - volúpia MINICONTO 97 - glória MINICONTO 96 - explô MINICONTO 95 - retorno MINICONTO 94 - dez(esperar) MINICONTO 93 - transe-única MINICONTO 92 - continuum MINICONTO 91 - terremoto MINICONTO 90 - pânico MINICONTO 89 - relembranças vivas MINICONTO 88 - apocalipse MINICONTO 87 - para onde foram eles? MINICONTO 86 - tromba d'água MINICONTO 85 - solidão MINICONTO 84 - quitutes MINICONTO 83 MINICONTO 82 - the end MINICONTO 81 - rosa que não te vejo rubra MINICONTO 80 - viagem astral MINICONTO 79 - nueva vereda UMEF JAIRO MATTOS relembra a era de Pelé e Ronaldo... 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MINIPALAVRA Se a matemática encontrou a fórmula para representar grandes idéias, encontrei na minipalavra uma forma de representar contos e poesias. Procuro extrair perfume das palavras e as colho pelos pólens de suas sílabas. Sou um caçador/coletor da era digital e digo que não é tão fácil, nem tão simples assim a caça e a colheita de minicontos. Exige aprimorar o conhecimento, para que a envergadura do arco não seja frágil e a descoberta das estações não fique em vão. terça-feira, 28 de dezembro de 2010MINICONTO 122 - sem post grad As rodas do carrinho rangem pelos corredores do hospital. Gravidez precoce? Aborto forçado? Direção: sala cirúrgica. Retiraram a banana. Realidade cênica e cômica: repressão da libido. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 07:36 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Três dias depois morreu vítima de uma estranha bactéria. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 03:36 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 117 - ginástica mental Quanto mais ampliava a foto, seu rosto mais diminuia. Quanto mais diminuia, o inverso acontecia. Preferiu carregá-la mesmo no coração. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 03:33 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 116 - descoberta Tomou à direita uma ruazinha. Aliás umas das primeiras, anteriores ao progresso. Casarões com varandas silenciosas. Umas florzinhas entre as pedras, cochilando à tarde. Janelas compridas e azuis fechadas para ninguém. Coladinhas umas às outras, as casas en la siesta. Por que chamavam de principais aquelas avenidas? Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 03:30 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 115 - adiós A brincadeira na praia: enterrar o outro até o pescoço e depois desenterrar."Agora é a minha vez!" Oto escuta um estrondo. Olha de lado e percebe que se formam ondas de quinze metros de altura. Corre apressado em direção ao barranco, batendo com a cabeça numa placa: Cuidado turista. Na cheia é comum formar-se ondas que cobrem toda a praia. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 03:18 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 114 - evolucion Seus bonecos de sombras à meia luz, feitos com as mãos, dançam na parede do quarto. Um boneco tenta fugir. Com um rápido movimento com a mão direita consegue pegá-lo. Repete a malícia da serpente. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 03:14 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 113 - divagação Distrai-se vendo formatos de pessoas nas nuvens. Enfim, muda todos os seus hábitos alimentares. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 03:12 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 112 - emoção Abaixa no lago para ver seu rosto. A estradinha, o paiol, eram o mesmo. A pontezinha de madeira com o tempo caiu. Mira de novo no espelho da água o seu semblante. Também o fundo do lago não era o mesmo! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 03:11 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 111 - apocalipse Acelera e atravessa todos os sinais verdes da cidade. É necessário chegar a um lugar seguro. Pela janela do carro a paisagem passa amarela e vermelha. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 03:07 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 110 - c'est fini Pé sobre pé seguindo a marcas na areia da praia. Elas vão descendo em direção ao mar. Olha pra direita, esquerda, para trás:ninguém! Em frente, o oceano, imenso, levantando brumas ao vento! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 03:05 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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A mídia não pára de servir seus outros pratos maravilhosos, dia a dia: fórmula um, campeonatos, guerras, cataclismas, pompas, acidentes ecológicos, modelos... O que foi pro espaço, foi pro espaço! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:58 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 107 - costume burguês Seu hobby: visitar berçários. Olhar e admirar os récem nascidos através da vidraça. Depois? Só andar pelo shopping super lotado. Fazer compras e mais compras. Sair atropelando-se entre as centenas de seres humanos que a incomodavam tanto e desviar-se dos pedintes que lhe minavam a paciência. Até na entrada da missa, eles enchiam-lhe o saco! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:53 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 106 - substituição Colocava sua única roupa de marca. Levava sua única pasta de couro. Levantava a cabeça como um lorde e saía. Quando voltava, pendurava tudo num velho guarda-roupa, desfazia-se do simulacro, para ser apenas João. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:45 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 105 - (não seria um minipoema?) Olhava no céu a mesma estrela e pedia: "estrela guia, faça com que ela volte!" Embora surgisse no outro dia, ela cujo brilho vinha de milhões de anos-luzes, já desaparecida, tornava mais vaga a ausência sentida. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:42 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem Postagens mais recentes Postagens mais antigas Início Assinar: Postagens (Atom) Minha lista de blogs http://francomacom.blogspot.com/ O VAI E VEM DO RECADO AMOROSO 2 dias atrás http://umefjuizjairomattosnews.blogspot.com/ DÉBORA VAZ, PROFESSORA DE LÍNGUA PORTUGUESA E SEU PROJETO EXTRAORDINÁRIO 2 dias atrás http://cafepoema.blogspot.com/ EU, ELA E A JANELA 4 dias atrás http://joseluizteixeiradoamaral.blogspot.com/ FANTÁSTICO! 1 semana atrás http://adameveelsalem.blogspot.com/ PERDÃO: CURA DE TODOS OS MALES 2 semanas atrás http://shalomelshadai.blogspot.com/ JOSUÉ, O SOL, TORÁH E A CABALÁH 2 semanas atrás http://tronodesalomao.blogspot.com/ Dr. FERNANDO FERRARI NOGUEIRA CAMPOS - O REI DA ESTÉTICA 2 meses atrás http://sosbrasileiro.blogspot.com/ GOOGLEM EM BLOGGER 3 meses atrás http://projetolorena.blogspot.com/ BELO TEXTO DO PROFESSOR LOACYR CLÁUDIO (PROF.CICA) PARA O DIA DAS MÃES 4 meses atrás http://rabinoyoussef.blogspot.com/ DIRETORA COMETE ASSÉDIO MORAL, MAS É UMA QUESTÃO PSICO-ESPIRITUAL 4 meses atrás Seguidores Arquivo do blog ► 2011 (74) ► Setembro (3) DOAÇÃO FANTASMAGÓRICA - Miniconto 208 ENCONTRO DO DESENCONTRO - Miniconto 207 O INESPERADO DE UMA GRANDE SURPRESA - MINICONTO 20... ► Julho (1) MINICONTO 205 - A valsa do vento ► Maio (2) MINICONTO 204 - Trocadilho solar/do amor MINICONTO 203 - A cruel face da existência ► Abril (9) MINICONTO 202 - ANIMAIS PRÉ-HISTÓRICOS NA PRAIA MINICONTO 201 - O outro pedaço da história MINICONTO 200 - O PREÇO DA CORDA - Malchuth MINICONTO 199 - A COLHEITA NEFASTA - Yesod MINICONTO 198 - NA MORTE A HERANÇA DAS FLORES - Ne... MINICONTO 197 - O HOMEM QUE RIA DE SUA COLUNA - HO... MINICONTO 196 - Nunca Mais - Thifareth MINICONTO 195 - José Luiz Teixeira do Amaral - Min... MINICONTO 194 - Guedulah ► Março (17) MINICONTO 193 - Binah MINICONTO 192 - Chokmah MINICONTO 191 - Khether MINICONTO 190 - Thô MINICONTO 189 - Shin MINICONTO 188 - Resh MINICONTO 187 - Koph MINICONTO 186 - tsade MINICONTO 185 - Phe (pe) MINICONTO 184 - Kwain MINICONTO 183 - samekh MINICONTO 182 - nun MINICONTO 181 - mem MINICONTO 180 - lamed MINICONTO 179 - khaph MINICONTO 178 - yod MINICONTO 177 - teth ► Fevereiro (17) MINICONTO 176 - cheth MINICONTO 175 - Zain MINICONTO 174 - Vav ou Vô MINICONTO 173 - He MINICONTO 172 - Daleth MINCONTO 171 - Ghimel MINICONTO 170 - Beth/interior/ativo MINICONTO 169 - Aleph/Ela MINICONTO 168 - anti-precisão MINICONTO 167 - nova dimensão UMEF JUIZ JAIRO MATTOS REINAUGURA NOVA DIREÇÃO COM... MINICONTO 166 - O reinado dos ratos MINICONTO 165 - A visitante MINICONTO 164 - Pena Máxima MINICONTO 163 - " ? " MINICONTO 162 - entre o sim e o não MINICONTO 161 - a estrada e o abismo ► Janeiro (25) MINICONTO 160 - A lã Pô/ema ▼ 2010 (154) ▼ Dezembro (77) MINICONTO 135 - confuso MINICONTO 134 - indesejavel MINICONTO 133 - viagem pontual MINICONTO 132 - defesa MINICONTO 131 - disfarce MINIPOEMA 16 - Elle MINICONTO 130 - apesar de você, amanhã há de ser o... MINICONTO 129 - necessité MINICONTO 128 - onde? MINICONTO 127 disfarce MINICONTO 126 - eternité MINICONTO 125 - descoberta MINICONTO 124 - hijito MINICONTO 123 - bondade MINICONTO 122 - sem post grad MINICONTO 121 - fatidico MINICONTO 120 - modificação MINICONTO 119 - mudança bilateral MINICONTO 118 - caution MINICONTO 117 - ginástica mental MINICONTO 116 - descoberta MINICONTO 115 - adiós MINICONTO 114 - evolucion MINICONTO 113 - divagação MINICONTO 112 - emoção MINICONTO 111 - apocalipse MINICONTO 110 - c'est fini MINICONTO 109 - desce a cortina do teatro MINICONTO 108 - mídia x mídia MINICONTO 107 - costume burguês MINICONTO 106 - substituição MINICONTO 105 - (não seria um minipoema?) MINICONTO 104 - niño MINICONTO 103 - future MINICONTO 102 - maternal MINICONTO 101 - ausente MINICONTO 100 - con permiso MINICONTO 99 - jogo do sexo MINICONTO 98 - volúpia MINICONTO 97 - glória MINICONTO 96 - explô MINICONTO 95 - retorno MINICONTO 94 - dez(esperar) MINICONTO 93 - transe-única MINICONTO 92 - continuum MINICONTO 91 - terremoto MINICONTO 90 - pânico MINICONTO 89 - relembranças vivas MINICONTO 88 - apocalipse MINICONTO 87 - para onde foram eles? MINICONTO 86 - tromba d'água MINICONTO 85 - solidão MINICONTO 84 - quitutes MINICONTO 83 MINICONTO 82 - the end MINICONTO 81 - rosa que não te vejo rubra MINICONTO 80 - viagem astral MINICONTO 79 - nueva vereda UMEF JAIRO MATTOS relembra a era de Pelé e Ronaldo... MINICONTO 78 - avesso MINICONTO 77 - viagem MINICONTO 76 - theoricus MINICONTO 75 MINICONTO 74 MINICONTO 73 MINICONTO 72 - stella versus piscis MINICONTO 71 MINICONTO 70 MINICONTO 69 - epilogus MINICONTO 68 - travessia MINIPOEMA 15 MINIPOEMA 14 MINIPOEMA 13 MINIPOEMA 12 MINICONTO 67 - "fiat lux!" MINICONTO 66 - c'est la vie MINICONTO E MINIPOEMA: UMA FORMA SINTÉTICA E HOMEO... ► Novembro (77) Quem sou eu José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem Escritor, poeta, inspirado pelas luzes dos antigos sábios e ensinamentos sagrados, herdados da Península Ibérica, através dos filhos de Abraão. Visualizar meu perfil completo Modelo Travel. Imagens de modelo por sbayram. Tecnologia do Blogger.
MINIPALAVRA Se a matemática encontrou a fórmula para representar grandes idéias, encontrei na minipalavra uma forma de representar contos e poesias. Procuro extrair perfume das palavras e as colho pelos pólens de suas sílabas. Sou um caçador/coletor da era digital e digo que não é tão fácil, nem tão simples assim a caça e a colheita de minicontos. Exige aprimorar o conhecimento, para que a envergadura do arco não seja frágil e a descoberta das estações não fique em vão. segunda-feira, 8 de novembro de 2010MINICONTO 16 - solo Alunos, para gravar a teoria da relatividade é fácil. Pensem assim: Exalar é igual a Mascar Chiclete a dois! Pronto: E = MC². Anita pensa quimicamente em agarrar dois e soltar quatro na fórmula do ácido sulfúrico: H2SO4. Desliga a televisão! Deixa eu terminar de ler o jornal: caiu um prédio em.... uma mulher morreu após uma cirurgia plástica...encontraram uma rã dentro de um vidro de maionese... uma bomba explode em Teerã... diminui a camada de ozônio... Ei! garoto, não saiu nada do flamengo no jornal! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 15:15 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO POÉTICO 15 - zigma beta Pedro e Paulo, não apóstolos sairam do mesmo centro. Mas ao longo do tempo a curvatura do arco significou a diferença de um leve toque que Pedro sofreu no início depois de ler O Pequeno Príncipe. A diferença da corda foi tão grande que Paulo não consegue juntar os cacos de garrafas de chopes em sua volta a cada noite. O noturno de Pedro exala Chopin. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 15:06 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 14 - zigma Eles nasceram em meia hora com uma diferença mínima de um para outro. Vieram de baixo para cima para compor o design, em número de seis. Ela tão bela, nem faz por menos. Também para quê? Beleza é um dom. Um charme, um it também fazem parte do seu concerto orquestral. Elas os aloja com movimentos delicados e sutis. No shopping arranca suspiros quando desabotoa os três de cima. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 14:53 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 13 - absurdo delta z cabalístico Acorrentado dentro da caverna, percebeu que as sombras à sua frente, vindas sobre o muro às suas costas, projetadas por um enorme fogueira eram verdadeiras e reais. Embora fossem platônicas. Seu perceber desencanta os elos da corrente que se quebram. Sai da caverna e contempla o sol e o céu infinito. Alça um vôo de gaivota bachiana e fernandinamente volta para a caverna para salvar os outros prisioneiros. Termina seus dias crísticos crucificado entre duas cavernas em forma de cruz. Uma indicando a conscientização, a outra a alienação. À sua frente formou-se um grande poço, onde as pessoas tomam banho no final da semana. Depois voltam para o fosso. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 13:02 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 12 - absurdo axy elevado a 1 (dá no mesmo) Mania ele tinha demais, mais que os doze cadeados de sua bicicleta. Toc's nem se fala. Enfiava as mãos nos bolsos doze elevado a doze vezes para ver onde estavam as chaves. Mas ele não assistiu ao filme "Há um ladrão para cada ocasião". Abre todos os cadeados, mas e o último? "Eu vi uma chave caída a cem metros daquela esquina de onde você veio! Corre lá que você ainda a encontra!" Ele saiu a mil. O sisudo espertalhão, que também tinha uma Bíblia debaixo do braço, abriu o décimo terceiro cadeado e foi embora com a bicicleta. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 12:46 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 11 - absurdo y 1 Eram dezessete andares vencidos pelo ranger dos dentes de uma engrenagem de um velho elevador dos anos 60. Pierre subiu no silêncio de uma longa espera de seu exame de AIDS: não! não! não! chegou meu fim? Minha mulher pode estar também contaminada? O que vou fazer? No desespero alucinado ele se atira do décimo sétimo andar! No outro dia em seu trabalho, os amigos e amigas se apinham em torno do periódico matinal: "Pierre saltou do décimo sétimo andar, caiu sobre uma fiação, depois sobre um transformador, em seguida um toldo e finalmente sobre a capota de uma camioneta. O motorista da camioneta morreu de susto!" Oito meses depois, Pierre começa a andar todo forrado de ferro como uma laminação industrial. Já não era mais Pierre para a garotada, era o Homem Aranha. Também não era mais aidético. Seu exame foi trocado pelo cognomismo estúpido da secretária que o confundiu com Perry. Perry era garanhão do cais. A secretária ficou meio doida da cintura pra cima e maluca total da cintura pra baixo. Pela magreza Perry com o tempo saiu pela culatra carnavalesca de um Pierrot. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:35 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 10 - absurdo x 2 Pela avenida movimentada, todos passavam e olhavam atônitos a noiva. Seu vestido branco pavimentado de pérolas e pingentes e seu olhar dinâmico numa tonalidade de Scarlett O'Hara, brilhando sob a vidraça da sacada suspensa num reino de sonhos. O velho advogado, aposentado, morava sozinho numa kitinete e mitigava sua solidão e sua desilusão amorosa, contemplando-a e arquitetando uma forma noturna e soslaia de roubá-la. Foi numa noite chuvosa em que trovões e cadeados se partiram explodindo a noite que a noiva passou a ocupar o canto direito de seu quarto. Ali em pé, não seria chamarisco de moças ansiosas e nem pretexto para vender vestidos. Agora encheria o mapa de uma alma de montanhas de ilusões. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:21 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem domingo, 7 de novembro de 2010MINICONTO 9 - absurdo x 1 Todos gostavam de Victor na fábrica. Operário padrão por duas vezes. Quinquênio por assiduidade. Dia de folga, entra rápido em um prédio. Chama o elevador. A porta se abre. Um estranho expert em software sai e Victor entra. Aperta o sétimo andar: acessórios para computador. O elevador dispara na velocidade da luz. Victor entra em outra dimensão. Devido à alta velocidade de desaparecimento, dispara o tempo e ele deseja voltar para casa. É mais um virus a ser deletado. Ele procura retornar por todos os computadores. Sua mulher recebeu um email que há um virus novo no sistema. Ela já instalou o super antivirus: 20 dólares pela internet. Por todos os lugares principais da cidade vê-se um cartaz: procura-se Victor, 29 anos, pardo, desaparecido, vestindo camisa azul e calça jeans. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 15:10 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 13:44 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 6 O professor pediu aos alunos que escrevessem uma redação sobre um relógio. Ana encheu uma página com tic tac tic tac tic tac. O professor pediu que escrevesse outra redação sobre a chuva. Ana escreveu por toda uma folha: ploc ploc ploc ploc ploc. "Ana você agora vai escrever sobre um coração. Mas não pode de jeito nenhum redigir uma página inteira com dois sons somente. Eu te darei zero se fizer isso!" Ana olhou a face carrancuda do professor e desenhou um coração com uma flecha atravessada. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 12:11 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Helena, professora nota 10. À beira da lagoa, prepara o lanche para as crianças que jogam bola. Bola dentro d'água, crianças dentro d'água, uma professora e um aluno dentro d'água. Primeira cena: Helena mantem-se sentada, não tenta salvar as crianças, não arrisca sua vida. Os jornais mostram a comunidade pedindo a prisão de Helena: Prendam a assassina! Segunda cena: Helena pula n'água, ajuda a salvar as crianças, mas cansada, morre afogada. No outro dia os jornais: Helena, a professora heroina. Fecham-se as cortinas da terça-feira com o jogo da consciência prevalecendo sobre a auto-tragédia. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:57 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINIPOEMA 2 Quem passa a vida a limpo não usa borracha. Vive o que passa. Mesmo quando cerra os punhos, não joga fora os rascunhos. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:45 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINIPOEMA 1 Qualquer um é um qualquer. Qualquer entre uns é um que sabe o que quer. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:41 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem miniconto 4 Bertoldo era feio. Muito mesmo, pois até seu nome era horroroso. O sobrenome Pinto Firme, nem se fala de pornográfico/além sexy. Na escola um desastre a hora da chamada: os meninos faziam piadas, as meninas ficavam coradas. O desespero maior foi no cinema. Filme: Drácula o Rei dos Vampiros. Quando Drácula entrou em cena, Bertoldo Pinto Firme, sentado na primeira fila, veja bem, levantou-se de susto. A platéia gritava: finca a estaca nele! Bertoldo passou por cima de ene-filas e escondeu-se no Beco das Aflitas, colocando todas as prostitutas em pânico e seus clientes expostos na avenida. No fim do filme, o Conde Drácula foge da Pensilvânia e esconde-se no deserto, dando brecha para o filme Drácula o Rei dos Vampiros II. Bertoldo volta para casa, não mais Pinto Firme. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:04 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem miniconto 3 Eles se encontraram num domingo no parque. Parece romantismo, não? Ela, Mariana, com roupa de festa. Ele, Jorge, com roupa de marca. Primeiro encontro no atacado da vida à primeira vista. Ela olhou demoradamente em seus olhos e se viu nua como nunca se viu. Ele olhou profundamente em seus olhos e se viu desperto como nunca antes. Mariana viveu o resto de sua vida com um Pedro que era calado e submisso. Jorge se casou com uma ex-freira que buscava ser livre. Preponderou a lógica do desencontro. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:46 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem miniconto 2 O sujeito entrou apressado no Ônibus lotado. Ficou impressado na frente junto com o motorista. Três idosos estavam em pé. Os assentos de idosos ocupados, mas duas moças bem sentadinhas não estavam nem aí debaixo de seus óculos escuros. O sujeito não aguentou: "a juventude de hoje não tem educação nenhuma.... isto é um absurdo....três idosos em pé e duas garotonas na sua...!!!!!" O ônibus andando, o homem falando, as moças quietas, até que pára, as moças saem pela frente de mãos dadas. Na rua uma irmã de caridade as espera diante de um portão com um grande letreiro: ABRIGO DE SURDO-MUDAS. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:20 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem miniconto 1 O professor chegou à sala de aula. Na primeira fila um aluno fazia movimentos exagerados com o tronco, os braços, os gestos, os olhos, a boca, etc. "Pare com isto! Quero silêncio!" O aluno continuava. O professor exigia, exigia.... a aluno continuava.... o professor exigia.... Bateu o sinal do recreio. Dois alunos pegaram o inquieto pelos braços: ele não tinha pernas! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:14 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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MINICONTO 197 - O HOMEM QUE RIA DE SUA COLUNA - HO... MINICONTO 196 - Nunca Mais - Thifareth MINICONTO 195 - José Luiz Teixeira do Amaral - Min... MINICONTO 194 - Guedulah ► Março (17) MINICONTO 193 - Binah MINICONTO 192 - Chokmah MINICONTO 191 - Khether MINICONTO 190 - Thô MINICONTO 189 - Shin MINICONTO 188 - Resh MINICONTO 187 - Koph MINICONTO 186 - tsade MINICONTO 185 - Phe (pe) MINICONTO 184 - Kwain MINICONTO 183 - samekh MINICONTO 182 - nun MINICONTO 181 - mem MINICONTO 180 - lamed MINICONTO 179 - khaph MINICONTO 178 - yod MINICONTO 177 - teth ► Fevereiro (17) MINICONTO 176 - cheth MINICONTO 175 - Zain MINICONTO 174 - Vav ou Vô MINICONTO 173 - He MINICONTO 172 - Daleth MINCONTO 171 - Ghimel MINICONTO 170 - Beth/interior/ativo MINICONTO 169 - Aleph/Ela MINICONTO 168 - anti-precisão MINICONTO 167 - nova dimensão UMEF JUIZ JAIRO MATTOS REINAUGURA NOVA DIREÇÃO COM... MINICONTO 166 - O reinado dos ratos MINICONTO 165 - A visitante MINICONTO 164 - Pena Máxima MINICONTO 163 - " ? " MINICONTO 162 - entre o sim e o não MINICONTO 161 - a estrada e o abismo ► Janeiro (25) MINICONTO 160 - A lã Pô/ema ▼ 2010 (154) ► Dezembro (77) ▼ Novembro (77) UMEF JAIRO MATTOS:MODELO EM EDUCAÇÃO/www.sosbrasil... MINICONTO 65 - angel - lux MINICONTO 64 - extra-robôs MINICONTO 63 - australopitekus modernus MINICONTO 62 - a fantasma da cópula MINICONTO 61 - actualité MINICONTO 60 - res-publicus MINICONTO 59 - alienex/consumitrix MINICONTO 58 - national kid MINICONTO 57 - revisão MINICONTO 56 - legendário MINICONTO 55 - aquarela MINICONTO 54 MINICONTO 53 - surprise MINICONTO 52 - Zoon z MINICONTO 51 MINICONTO 50 MINICONTO 49 MINICONTO 48 MINICONTO 47 MINICONTO 46 MINICONTO 45 MINICONTO 44 MINIPOEMA 11 MINIPOEMA 10 MINIPOEMA 9 MINIPOEMA 8 MINIPOEMA 7 MINICONTO 43 -mini- logz MINICONTO 42 - louçângolê MINICONTO 41 - sephiroth MINICONTO 40 - sepher MINICONTO 39 - se e só se MINICONTO 38 - mega(co)sena MINICONTO 37 - real(idade)² MINICONTO 36 - genoma MINICONTO 35 - a + b + s + u + r + d + o = absurd... MINICONTO 34 - ??? MINICONTO 33 - zigmacrítico MINICONTO 32 - alfabsurdo da realidade MINICONTO 31 - Zetabsurdíssimo MINICONTO 30 - ômega MINICONTO 29 - y abandonado numa equação MINICONTO 28 - meio x MINICONTO 27 - absurdo oC proporcional soníporo MINIPOEMA 6 MINICONTO 26 - absurdo nearrow MINICONTO 25 - ~ semelhante MINICONTO 24 - / quantificação invariavel MINICONTO 23 - V disjunção lógica MINICONTO 22 - absurdo não q ou i MINICONTO 21 - absurdo y 2.1 MINICONTO 20 - absurdo y 2 MINICONTO 19 / axy = p + z MINICONTO 18 / axy - z = p MINIPOEMA 5 - palavras cruzadas MINICONTO 17 - absurdo axy + p = z MINICONTO 16 - solo MINICONTO POÉTICO 15 - zigma beta MINICONTO 14 - zigma MINICONTO 13 - absurdo delta z cabalístico MINICONTO 12 - absurdo axy elevado a 1 (dá no mesm... MINICONTO 11 - absurdo y 1 MINICONTO 10 - absurdo x 2 MINICONTO 9 - absurdo x 1 MINICONTO 8 MINICONTO 7 MINICONTO 6 MINIPOEMA 4 MINIPOEMA 3 miniconto 5 MINIPOEMA 2 MINIPOEMA 1 miniconto 4 miniconto 3 miniconto 2 miniconto 1 Quem sou eu José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem Escritor, poeta, inspirado pelas luzes dos antigos sábios e ensinamentos sagrados, herdados da Península Ibérica, através dos filhos de Abraão. Visualizar meu perfil completo Modelo Travel. Imagens de modelo por sbayram. Tecnologia do Blogger.
MINIPALAVRA Se a matemática encontrou a fórmula para representar grandes idéias, encontrei na minipalavra uma forma de representar contos e poesias. Procuro extrair perfume das palavras e as colho pelos pólens de suas sílabas. Sou um caçador/coletor da era digital e digo que não é tão fácil, nem tão simples assim a caça e a colheita de minicontos. Exige aprimorar o conhecimento, para que a envergadura do arco não seja frágil e a descoberta das estações não fique em vão. domingo, 6 de fevereiro de 2011MINICONTO 161 - a estrada e o abismo Ele olhou o sol. Em seguida percorreu com seu olhar a estrada do sol, até seus pés na areia. Ele precisava de se libertar, de encontrar a saída. Seguiu a primeira nuance da estrada do sol. Continuou andando sobre os brilhos e as pérolas que se vislumbravam. No fim do abismo estava o fundo do mar. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:21 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem segunda-feira, 31 de janeiro de 2011MINICONTO 160 - A lã Pô/ema Era um poema pequeno, tão pequeno, tão, que em forma de grão, uma fada o colou na ponta de sua vara de condão. Ele não gostou, pulou ao chão. Disfarçado em forma de alfinete, um chinês escreveu uma odisséia em sua cabeça. Pequeno, não nasceu para ser pequeno, nasceu com apenas duas palavras: big-bang! Nasceu para uma explosão! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 03:21 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem sábado, 29 de janeiro de 2011MINICONTO 159 - Van Gogh caricato Pierre sempre foi solitário. Não constituiu família, não conseguiu amigos, não pertenceu a nenhum círculo social. Uma vida abstrata e impressionista. Imprimiu todos os quadros de Van Gogh que pode, repetiu-os ao máximo e colou nas paredes de seu apartamento. Sua realidade interna foi a máxima expressão de sua verdade pós-morte. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:55 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem sexta-feira, 28 de janeiro de 2011MINICONTO 158 - Franz Kafka roda a baiana Agora os terminais de ônibus possuem bibliotecas sociais. Grande passo da sociedade civil organizada. Afrânio leva para casa dois livros de Kafka: A Metamorfose e O Processo. Um passo em falso. Enquanto ele canta no chuveiro, sua esposa folheia rapidamente os livros: "Ah! só faltava esta! Ele vai fazer um curso para se transformar numa barata. Aí eu dou uma vassourada nele. Ele volta ao real e me processa por violência familiar!" No outro dia no consultório médico: "Doutor, vê se aumenta mais a minha dose de Rivotril!" Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:15 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem terça-feira, 25 de janeiro de 2011MINICONTO 157 - El tiempo Todos os dias passeava pelas ondas na beira da praia. Conversava com elas seus sentimentos. Mas o tempo passa. Agora, velho, sentado no banco, Seu Galeao olha o dorso do mar. Entre os dois há um segredo muito grande. O mesmo que as ondas apagaram e que ficou guardado no cofre longínquo da lembrança. Um tesouro de perguntas e respostas que não ficou enterrado no fundo do mar. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:09 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 156 - Vida vazia Primeiramente entregou a criança para o asilo do esquecimento.Em seguida matou o monge. Todos os seus mantrans jogou-os ao lixo. Sepultou o poeta. Envelheceram as flores, o sol secou no horizonte e não havia mais borboletas amarelas na varanda. O que se pode dizer daquele homem rodeado de papéis, sob o seu terno e gravata, naquele mórbido escritório? Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:01 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem terça-feira, 18 de janeiro de 2011MINICONTO 155 - Confiteor Deo omnipotenti, mea culpa? No início quem não prestava era aquela maldita professora da creche! Mas, também os do ensino fundamental e médio! Inclusive coordenadores, supervisores e diretores! Agora esta p... deste padre, que já está atrasado para a missa de sétimo dia de seu filho! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:49 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem sexta-feira, 14 de janeiro de 2011MINICONTO 154 - psiquê Mais cerveja, mais...a mesa está cheia, contando com as que já bebeu, completa um engradado!!! No seu inconsciente tem um baú muito antigo, afastado para bem longe, de uns doces guardados numa cristaleira fechada a chave. A chave bem escondidinha pela mamãe. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:53 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 153 - ciúme Um corpo de mulher no chão. No carro policial um homem algemado. Um palmo de pano não custa quase nada. Mas a menos, custou a morte da pobre moça. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:48 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 152 - pensamínico Arthur enamorava o mar. Naquela enseada, em forma de sereia. Não era Rei, não pertencia à Távola Redonda, não foi discípulo de Merlin, nem empunhava a espada de Excalibur; apenas observava as ondas vindo e indo, imaginando quem ia e vinha mais do que seus pensamentos. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:41 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem quarta-feira, 12 de janeiro de 2011MINICONTO 151 - Adiós! Hasta siempre! Vera olhava em volta da cama. O guarda-roupa envernizado, a cortina rendada na janela, entreaberta, escapando um pouco de sol. Estava despedindo do ex. Adeus quarto, casa, rua, bairro, país, universo, adeus tudo. Este mundo é passageiro. Este mundo é ex. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 09:56 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem quarta-feira, 5 de janeiro de 2011MINICONTO 150 - doutoreco Dr. A.B.Surdo ouve atentamente a mais um paciente. Neuropatite, sinusite, palpitações, dor no estômago, pleurite......Sua receita e seu milésimo palpite: 0,5 g de ácido acetilsalicílico + 0,3 g de cafeína.... uma droga que se encontra em qualquer esquina, base do melhoral (faz bem se não faz mal). Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 06:45 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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MINICONTO 197 - O HOMEM QUE RIA DE SUA COLUNA - HO... MINICONTO 196 - Nunca Mais - Thifareth MINICONTO 195 - José Luiz Teixeira do Amaral - Min... MINICONTO 194 - Guedulah ► Março (17) MINICONTO 193 - Binah MINICONTO 192 - Chokmah MINICONTO 191 - Khether MINICONTO 190 - Thô MINICONTO 189 - Shin MINICONTO 188 - Resh MINICONTO 187 - Koph MINICONTO 186 - tsade MINICONTO 185 - Phe (pe) MINICONTO 184 - Kwain MINICONTO 183 - samekh MINICONTO 182 - nun MINICONTO 181 - mem MINICONTO 180 - lamed MINICONTO 179 - khaph MINICONTO 178 - yod MINICONTO 177 - teth ▼ Fevereiro (17) MINICONTO 176 - cheth MINICONTO 175 - Zain MINICONTO 174 - Vav ou Vô MINICONTO 173 - He MINICONTO 172 - Daleth MINCONTO 171 - Ghimel MINICONTO 170 - Beth/interior/ativo MINICONTO 169 - Aleph/Ela MINICONTO 168 - anti-precisão MINICONTO 167 - nova dimensão UMEF JUIZ JAIRO MATTOS REINAUGURA NOVA DIREÇÃO COM... MINICONTO 166 - O reinado dos ratos MINICONTO 165 - A visitante MINICONTO 164 - Pena Máxima MINICONTO 163 - " ? " MINICONTO 162 - entre o sim e o não MINICONTO 161 - a estrada e o abismo ► Janeiro (25) MINICONTO 160 - A lã Pô/ema ► 2010 (154) ► Dezembro (77) ► Novembro (77) Quem sou eu José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem Escritor, poeta, inspirado pelas luzes dos antigos sábios e ensinamentos sagrados, herdados da Península Ibérica, através dos filhos de Abraão. Visualizar meu perfil completo Modelo Travel. Imagens de modelo por sbayram. Tecnologia do Blogger.
domingo, 6 de fevereiro de 2011MINICONTO 161 - a estrada e o abismo Ele olhou o sol. Em seguida percorreu com seu olhar a estrada do sol, até seus pés na areia. Ele precisava de se libertar, de encontrar a saída. Seguiu a primeira nuance da estrada do sol. Continuou andando sobre os brilhos e as pérolas que se vislumbravam. No fim do abismo estava o fundo do mar. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:21 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem segunda-feira, 31 de janeiro de 2011MINICONTO 160 - A lã Pô/ema Era um poema pequeno, tão pequeno, tão, que em forma de grão, uma fada o colou na ponta de sua vara de condão. Ele não gostou, pulou ao chão. Disfarçado em forma de alfinete, um chinês escreveu uma odisséia em sua cabeça. Pequeno, não nasceu para ser pequeno, nasceu com apenas duas palavras: big-bang! Nasceu para uma explosão! 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Grande passo da sociedade civil organizada. Afrânio leva para casa dois livros de Kafka: A Metamorfose e O Processo. Um passo em falso. Enquanto ele canta no chuveiro, sua esposa folheia rapidamente os livros: "Ah! só faltava esta! Ele vai fazer um curso para se transformar numa barata. Aí eu dou uma vassourada nele. Ele volta ao real e me processa por violência familiar!" No outro dia no consultório médico: "Doutor, vê se aumenta mais a minha dose de Rivotril!" Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:15 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem terça-feira, 25 de janeiro de 2011MINICONTO 157 - El tiempo Todos os dias passeava pelas ondas na beira da praia. Conversava com elas seus sentimentos. Mas o tempo passa. Agora, velho, sentado no banco, Seu Galeao olha o dorso do mar. Entre os dois há um segredo muito grande. O mesmo que as ondas apagaram e que ficou guardado no cofre longínquo da lembrança. Um tesouro de perguntas e respostas que não ficou enterrado no fundo do mar. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:09 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 156 - Vida vazia Primeiramente entregou a criança para o asilo do esquecimento.Em seguida matou o monge. Todos os seus mantrans jogou-os ao lixo. Sepultou o poeta. Envelheceram as flores, o sol secou no horizonte e não havia mais borboletas amarelas na varanda. O que se pode dizer daquele homem rodeado de papéis, sob o seu terno e gravata, naquele mórbido escritório? Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:01 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Neuropatite, sinusite, palpitações, dor no estômago, pleurite......Sua receita e seu milésimo palpite: 0,5 g de ácido acetilsalicílico + 0,3 g de cafeína.... uma droga que se encontra em qualquer esquina, base do melhoral (faz bem se não faz mal). Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 06:45 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 149 - inversão O pastor brada dentro do apartamento. Prega e reprega o mesmo evangelho todos os dias, para os seus e a vizinhança inteira. Os muitos anos na prisão conduziram-no a uma outra prisão. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:03 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:27 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 142 - retorno 2 Seu sono é profundo e sua forma de dormir é secular. Recolhe os joelhos com as pernas junto ao abdomem. Encolhe o tórax e a cabeça. Parece uma bola revivendo sua antiguidade filogenética/uterina. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:21 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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MINICONTO 197 - O HOMEM QUE RIA DE SUA COLUNA - HO... MINICONTO 196 - Nunca Mais - Thifareth MINICONTO 195 - José Luiz Teixeira do Amaral - Min... MINICONTO 194 - Guedulah ► Março (17) MINICONTO 193 - Binah MINICONTO 192 - Chokmah MINICONTO 191 - Khether MINICONTO 190 - Thô MINICONTO 189 - Shin MINICONTO 188 - Resh MINICONTO 187 - Koph MINICONTO 186 - tsade MINICONTO 185 - Phe (pe) MINICONTO 184 - Kwain MINICONTO 183 - samekh MINICONTO 182 - nun MINICONTO 181 - mem MINICONTO 180 - lamed MINICONTO 179 - khaph MINICONTO 178 - yod MINICONTO 177 - teth ▼ Fevereiro (17) MINICONTO 176 - cheth MINICONTO 175 - Zain MINICONTO 174 - Vav ou Vô MINICONTO 173 - He MINICONTO 172 - Daleth MINCONTO 171 - Ghimel MINICONTO 170 - Beth/interior/ativo MINICONTO 169 - Aleph/Ela MINICONTO 168 - anti-precisão MINICONTO 167 - nova dimensão UMEF JUIZ JAIRO MATTOS REINAUGURA NOVA DIREÇÃO COM... MINICONTO 166 - O reinado dos ratos MINICONTO 165 - A visitante MINICONTO 164 - Pena Máxima MINICONTO 163 - " ? " MINICONTO 162 - entre o sim e o não MINICONTO 161 - a estrada e o abismo ► Janeiro (25) MINICONTO 160 - A lã Pô/ema ► 2010 (154) ► Dezembro (77) ► Novembro (77) Quem sou eu José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem Escritor, poeta, inspirado pelas luzes dos antigos sábios e ensinamentos sagrados, herdados da Península Ibérica, através dos filhos de Abraão. Visualizar meu perfil completo Modelo Travel. Imagens de modelo por sbayram. Tecnologia do Blogger.

MINIPALAVRAS


MINIPALAVRA Se a matemática encontrou a fórmula para representar grandes idéias, encontrei na minipalavra uma forma de representar contos e poesias. Procuro extrair perfume das palavras e as colho pelos pólens de suas sílabas. Sou um caçador/coletor da era digital e digo que não é tão fácil, nem tão simples assim a caça e a colheita de minicontos. Exige aprimorar o conhecimento, para que a envergadura do arco não seja frágil e a descoberta das estações não fique em vão. quarta-feira, 7 de setembro de 2011DOAÇÃO FANTASMAGÓRICA - Miniconto 208 Dr.Pedro estava tão compenetrado na sua mesa de trabalho, examinando as correspondências referentes às doações de órgãos e ao mesmo tempo pensando nas enormes filas de necessitados, que nem percebeu a presença daquele ilustre visitante: "Bom dia! Dr. Pedro!" "Bom dia! meu amigo, o que você deseja?" "Eu não desejo nada para mim, vim aqui apenas para doar meu fígado à sua Instituição!" "Seu fígado? Mas como você vai sobreviver sem ele?" "Olha, Doutor, já doei meu coração, meus dois pulmões, meus rins, minhas córneas...." Dr.Pedro nem esperou que o cara terminasse seu discurso e foi logo estendendo a mão para despedir-se dele, com certeza, um maluco que entrara sem ser notado no recinto. Mas ao tocar em sua mão, não havia mão, nem braço, nem corpo, nem nada. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 06:49 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem domingo, 4 de setembro de 2011ENCONTRO DO DESENCONTRO - Miniconto 207 Eram superpontuais. Um grupo de empresários cuidadosos, competentes, disciplinados, objetivos, eficientes, eficazes e muito empreendedores. Marcaram um encontro para a meia noite em ponto, no meio de uma floresta, apenas como modelo de ambiente. Ninguém falhou. Uns à meia noite, num campo florido; outros às 23:55 h, no alto de uma montanha; alguns às 0:03 h, em pleno deserto do Saara; muitos às 02:OO h, do Himalaia; enquanto via circunstância chegaram aqueles às 10:OO h, no planeta Vênus. Sãos os novos tempos tecnológicos. Muda-se apenas o fundo da tela e navega-se tranquilamente pelo chat. Porém, todos juntos. De lugares diferentes, com paisagens diversas, porém somente a hora, sim, pontualmente, como numa penca de bananas. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 08:43 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem O INESPERADO DE UMA GRANDE SURPRESA - MINICONTO 206 Lena levantou-se rápido da cama, escorregou no tapete, bateu com as mãos na mesinha, quebrou o despertador, um retrato de seu pais e seu vidro de remédios espatifou-se pelo chão. Saiu tropeçando, foi à cozinha, ainda relembrando da festa de seu aniversário ontem à noite, derrubou o litro de leite no chão, esbarrou na cristaleira e quebrou várias taças e pires. Sentou-se na sala para ver os presentes ganhos. Um lhe chamou a atenção: um par de sapatos. Experimentou calçá-los. Não pode. Quem lhe deu o presente, não podia imaginar que ela acordaria no dia seguinte com os dois pés esquerdos. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 07:18 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem domingo, 31 de julho de 2011MINICONTO 205 - A valsa do vento Enquanto o vento balançava a cortina e tentava levantar suas bordas, o homem dançava com sua rosa, tocando o limite de suas pétalas. O vento respeitava uma cadência de valsa e não ia mais além de uma simples suspensão; assim como o homem conhecia a fragilidade do suspense. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 17:37 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem domingo, 15 de maio de 2011MINICONTO 204 - Trocadilho solar/do amor Andava no pátio por todos os lados. Ao dia tomava banho solar, enquanto o sol luzia. À noite? Sua estrela Luzia. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 11:56 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem domingo, 8 de maio de 2011MINICONTO 203 - A cruel face da existência Fecha o ziper. Em seguida a porta do banheiro, da sala, (a do elevador é automática), da garagem, do carro, do escritório (eletrônica). Liga a luz, computador, internet. Atende celular, vê email, google, blogger, aperta teclas, tchau! Havia flores pelo caminho, o céu estava nublado, uma criança sorria, as árvores bailavam ao vento? Abre o ziper, dá a descarga, tira a roupa, gira a torneira do banheiro, enxágua, enxuga, apaga a luz, dorme. Fecha, abre, tecla, acelera, ......fecham a tampa, lacram, desce ao túmulo! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 11:55 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem sábado, 23 de abril de 2011MINICONTO 202 - ANIMAIS PRÉ-HISTÓRICOS NA PRAIA Martha não aguentava mais sua vida turbulenta na metrópole. No trabalho, todos se bedelhavam em sua vida, num desdém à vista. Entrou no carro e saiu pela orla marítima em busca de uma praia o mais deserto possível. Encontrou-a finalmente. Meia dúzias de casas e uma pousada repintada sobre uma antiga colônia de pescadores. Logo de manhã, no dia seguinte foi à praia. Enorme pedreira atraiu-a, encravada no mar. Escalou-a, passeou por várias lajes, declives, subidas e sentou-se. Observou que várias pedras enormes pareciam animais pré-históricos. Inclusive a pedra em que estava sentada, dava a impressão que respirava! Resolveu voltar para a pousada, pois julgou-se muito cansada, ao ponto de ter tais impressões. No outro dia voltou à pedreira. Todas as pedras que pareciam animais pré-históricos estavam fora do lugar, como se estivessem movimentado à noite. Pedras-elefantes-rinocerontes-tartarugas gigantes-sapos-baleias-dinossauros, etc. enormes em lugares diferentes. O sapo gigante em que estava sentada, respirava lentamente, enquanto o oceano chocava-se violentamente contra eles. Em apenas cinco dias ela descansou o suficiente para sentir-se em paz e aprender com a natureza o jogo do disfarce. Era o que precisava para enfrentar o mundo e as ondas de vai e vem de seus habitantes. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 14:13 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem sexta-feira, 22 de abril de 2011MINICONTO 201 - O outro pedaço da história Contaram-me assim: a família saiu para um passeio no campo. O pai, a mãe, a tia, o tio,um colega, a filha com o namorado. Contaram isto para vocês também. Num segundo sumiu a filha com o namorado, no meio do mato. A mãe desesperada: "Meu Deus, onde se meteu minha filha com o Ricardo?" O tio: "Não se preocupe Maria. O Ricardo não é Ricardão. Ele é vegetariano, portanto não come carne!" O que ninguém conta e aliás ninguém dá atenção aos artistas de fundo de cena, que muitas vezes são mais atores que os canastrões de primeira linha, foi o que disse João, colega dos namorados, encostado numa castanheira: "Ricardão, já é ultrapassado. Lá na Escola, seu apelido é Beija-Flor!" Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:37 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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MINICONTO 197 - O HOMEM QUE RIA DE SUA COLUNA - HO... MINICONTO 196 - Nunca Mais - Thifareth MINICONTO 195 - José Luiz Teixeira do Amaral - Min... MINICONTO 194 - Guedulah ► Março (17) MINICONTO 193 - Binah MINICONTO 192 - Chokmah MINICONTO 191 - Khether MINICONTO 190 - Thô MINICONTO 189 - Shin MINICONTO 188 - Resh MINICONTO 187 - Koph MINICONTO 186 - tsade MINICONTO 185 - Phe (pe) MINICONTO 184 - Kwain MINICONTO 183 - samekh MINICONTO 182 - nun MINICONTO 181 - mem MINICONTO 180 - lamed MINICONTO 179 - khaph MINICONTO 178 - yod MINICONTO 177 - teth ► Fevereiro (17) MINICONTO 176 - cheth MINICONTO 175 - Zain MINICONTO 174 - Vav ou Vô MINICONTO 173 - He MINICONTO 172 - Daleth MINCONTO 171 - Ghimel MINICONTO 170 - Beth/interior/ativo MINICONTO 169 - Aleph/Ela MINICONTO 168 - anti-precisão MINICONTO 167 - nova dimensão UMEF JUIZ JAIRO MATTOS REINAUGURA NOVA DIREÇÃO COM... MINICONTO 166 - O reinado dos ratos MINICONTO 165 - A visitante MINICONTO 164 - Pena Máxima MINICONTO 163 - " ? 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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

AS LUZES QUE NÃO SE APAGAM

Todos estavam de olhos postos sobre ele. Imóvel, sem vida, inerte não poderia imaginar que mesmo deletada a última cena, as luzes do palco da vida continuam acesas como faróis.

domingo, 22 de janeiro de 2012

REENCONTRO DEPOIS DE TANTO

Cansado de querer abraçar o mundo, juntou suas mãos e começou a orar. Enfim, pelo menos elas estavam ali com ele, juntas.

IDENTIDADE NEM QUE SEJA TARDE

Olhou-se no espelho pela última vez e arremessou-o ao chão. Durante dias mirou-se em cada caco e chegando ao último ainda não tinha encontrado o seu verdadeiro eu. Desesperado, colocou as roupas numa mochila. Encheu uma garrafinha de água. Pé na estrada. Um dia um garoto gritou: "Olha lá mamãe, um andarilho!" Ele sorriu tranquilo. Enfim, encontrara na surpresa estampada da face do garoto, o seu verdadeiro eu.

LIMITES

Marcos um entregador de pizza, motoboy, era tranquilo, paciente, mas vamos verificar seus limites. No primeiro dia tocou a campainha: "Sou Anito! Trouxe-me a pizza bolonhesa?" No segundo dia tocou a campainha: "Sou Anita! Trouxe-me a pizza bolonhesa?" No terceiro dia tocou a campainha: "Sou Anito! Trouxe-me a pizza bolonhesa?" No quarto dia tocou a campainha: "Sou Anita! Trouxe-me a pizza bolonhesa?" Um mes se passou. Marcos, Marcão, Marquito, Marcola, Marquinho, Marcô, seja lá o que for, chegou com uma porta, uma nova campainha, uma caixa de ferramentas: "Anito ou Anita! Minha paciência tem limites. Vou trocar pelo menos o que posso!"

sábado, 21 de janeiro de 2012

PALABRAS

Foi um barulho imenso. Amontoado de latas no canto da estrada. Árvores partidas entre barrancos caídos. "OH!" foi seu último grito, frente a "OM!" o primeiro som da criação. Quem tem a boca maior engole o outro. É o jogo da vida nas cartas do destino. O arco da morte com a lira da beleza de Artêmis, Deusa de Éfeso e musa de Heráclito.