domingo, 30 de abril de 2017

Despedida

Era uma palavra pequena. Era uma palavra diminuta. Era uma palavra apenas. Mas foi uma palavra tão bruta. Foi muito maior que a cena: adeus!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Mudança

Sabe o que é tolice? É pensar no mesmo sol do mesmo horizonte e do mesmo lugar! O universo não é mesmice!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Surpresa!

Era tanto seu desgosto, que a cada dia lhe faltava mais espaço, mais espaço! Não havia mais um palmo na frente do seu rosto! Nem mais um toque de abraço! A compressão de sua oprimida angústia foi ao oposto. Buscou alcançar o horizonte! Com o estrondo de um impacto entre o mar e o vão, um colapso surgido do vácuo, nasce um big bang da explosão de seus tímpanos! Adeus coração! Enfim, pulara da ponte!

domingo, 16 de abril de 2017

Reconhecer-se

Não é fácil, mas de mim mesmo eu rio! Meu sorriso é uma ponte sorridente que passa todos os dias sobre mim mesmo, eu...o rio!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Maya

São dois ausentes: primeiro,o dono da festa; segundo, o outro, cada um de nós! O primeiro não se mostra de frente, mas está por trás de toda a cena. O segundo, cada um de nós que passamos a vida inteira reclamando e deixando deslizar entre os dedos toda a beleza de cada momento! O primeiro está eternamente. O segundo, todos nós, estamos em condição aparente, como retalhos de uma ilusão frequente! Que pena! Perdemos a cena frequentemente!

terça-feira, 11 de abril de 2017

sábado, 8 de abril de 2017

Clarividência

Olhinhos que olham envesgados são olhinhos de enamorados! São pontinhos de suspense depois da frase, são sinais de reticências! É muito fácil ao poeta encontrar o indiscreto que está por dentro das aparências na janela aberta do secreto!

Pequeno poema

Quem diz que está só, mente! Estar só é ESTAR! SOMENTE! Quem diz que vai SER, se, se, se...MENTE! No próprio SER já está a SEMENTE!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Enigma

Qual a lógica do seu poema? É que ele é antológico. Embora seja publicado, deixa um mistério velado!

sábado, 21 de março de 2015

A TESOURA ENCANTADA

A garota fez um recorte do melhor da tarde. Sobrara para um senhor sentado em um banco, umas nuvens negras de chuva. Com elas cobriu-se de uma capa cinzenta toda molhada. Rancoroso, atirou para longe o jornal que lia. Entre um rasgo de claridade solar e uma enxurrada, a menina brindou a correnteza com seus barquinhos de jornal. Abandonou no mesmo canto a tesoura de jardim, que uma senhora deixara apressada para fugir da chuva e se esconder entre janelas e cortinas. Entre a calçada e a lama corria, cantava e dançava.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

niconto 45

Ao pisar em falso na tábua podre, conheceu o poço e seu fundo, onde em sua lama soterra um sono profundo. É por isso que muitos não coseguem sair do fundo do poço. Alan saiu ao terceiro dia e na estrada que ia para a Escola, seus colegas perceberam que ele estava transfigurado.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

HASTA SIEMPRE

Elisa suspendeu a radiografia contra o sol. Um sorriso surgiu do outro lado da tela. Entre a rádio e o fim, seis meses de um amor. Fim.

sábado, 11 de agosto de 2012

SEM APLAUSOS

Cansado de seus saltos voadores o trapezista pretendeu-se lançar-se no caos. Mas que beleza de espetáculo o esperaria após este salto mortal, se a maior surpresa a posteriori estava a priori?

A TESOURA ENCANTADA

A garota fez um recorte do melhor da tarde. Sobrara para um senhor sentado em um banco, umas nuvens negras de chuva. Com elas cobriu-se de uma capa cinzenta toda molhada. Rancoroso, atirou para longe o jornal que lia. Entre um rasgo de claridade solar e uma enxurrada, a menina brindou a correnteza com seus barquinhos de jornal. Abandonou no mesmo canto a tesoura de jardim, que uma senhora deixara apressada para fugir da chuva e se esconder entre janelas e cortinas. Entre a calçada e a lama corria, cantava e dançava.

domingo, 22 de abril de 2012

quarta-feira, 10 de novembro de 2010MINICONTO 34 - ??? Sempre juntos. Muito certinhos. Sete horas é sete horas. Marcou, tem que cumprir. Casaram-se. Diziam que eram almas gêmeas. Um para o outro. Passaram-se anos. Sempre juntos. São agora dois ponteiros de relógio: um é o das horas, mas o outro é o dos minutos. MINICONTO 33 - zigmacrítico Errou um? Os outros também! Está fora do local? Os outros também! Perdeu o rumo? Todos perderam! Não está no lugar certo? Os outros também não! Ele pensa que a festa está maravilhosa. Tudo conforme o combinado. O cardápio um show. O anfitrião anda prá lá e pra cá com a camisa puxada. MINICONTO 32 - alfabsurdo da realidade "Estamos aqui, juntos, unidos, reunidos, irmanados, associados, entrelaçados, em torno de nós, neste recinto, neste lugar, neste espaço, nesta área, alegres, felizes, contentes, maravilhados e satisfeitos." O Presidente do Instituto Teológico, cumprimenta-o pela complexidade do discurso, coloca o anel de formatura em seu dedo, apresenta-lhe o rolo contendo o diploma de Bacharel em Teologia e dá um sorriso animalesco para a platéia, com a réplica de múltiplos concordantes do seu círculo assim-assim, assim-assim, assim-assim. MINICONTO 31 - Zetabsurdíssimo A intenção de Vera foi esta mesma: ir para a festa, beber até encher o talo, comer de tudo, dançar e esquecer seus problemas. Quando chega em casa começa a ouvir sons: "diz que chego amanhã"..."manda o cheque"... "não sei..." "vai lá"...."a visita é depois das três"... Vera está tonta e cai. Direto para o hospital. Sala de cirurgia. No outro lado da cidade: "meu filho, pelo amor de Deus, então você enfiou o chip do meu celular dentro da torta?" MINICONTO 30 - ômega Dr.Teodoro é um juiz super atarefado. Processos se apinham ao seu lado e a custa de três enfartes ele não deixa a peteca cair no chão. Sua antiga secretária exibindo um decote, traz um fardo de folhas. O juiz proclama: "lendo na página centésima sexualgésima, encontramos no processo as razões do delito." Por atos falhos freudianos ele não deixa cair nem a peteca, nem a merreca. MINICONTO 29 - y abandonado numa equação Por seu mínimo metro quadrado passa sorvete, pizza, carne de primeira, queijo suíço, azeitonas importadas, vinho francês, sucrilhos, chocolates, enlatados. Oito horas sentada. Martha fecha o expediente às 8:45 h. Apanha sua cesta básica que vai carregar até o ponto de ônibus. Só não passa sua dor na coluna. MINICONTO 28 - meio x A namorada? São duas quadras à direita. Ali é a mãe do Patrício. Calma, rapaz. Não precisa de pressa. Aqui prevalece o vazio. Não precisa de acelerar tanto. Seu acelerador já provocou suas percas. Tem uma funcionária que troca as flores duas vezes por semana. Hoje é sábado. Paulo compra o jornal. Senta-se. Deita-se sobre o jornal, no banco do ponto de ônibus. Participa de uma caçada policial. Entra numa casa abandonada e se esconde. Tiro por toda parte. Uma senhora apanha o jornal sobre o banco. Vai lendo aos poucos. O jornal estava um pouco pesado e joga-o no valão. Paulo chega em casa todo sujo de esgoto. MINIPOEMA 6 Último ponto: pronto! O carro? Esqueca-o bicho. É tal qual papel amassado no lixo. Seus pais: deixa disto! MINICONTO 26 - absurdo nearrow Alguém me persegue. Deste ângulo da sala vejo sua sombra sob a porta principal. "190! Ele é alto, de boné e violento!" Resolvido. Saio. Parece que ele se abaixou no estacionamento. Vou a todo vapor. Na avenida ele vem atrás. Dobro à esquerda em frente à delegacia. Ele some. No supermercado: escondeu atrás das gôndolas 19 e 20. Entrou um guarda federal e ele fugiu. Na lanchonete: sento-me em uma mesa a dois. Combino com o da frente de pedirmos os pratos e depois os trocarmos. Falo que dá sorte. Funcionou! Saio rápido antes que ele caia e morra à minha frente. No divã: me lembro sim, tinha dezenove anos, estávamos no parque quando os militares nos prenderam. Os revolucionários nos levaram para uma prisão distante. Um pingo de água torturava minha cabeça a noite inteira. Fátima morreu com um chute no ventre. Saulo de pneumonia, Carla de hemorragia. Fingindo-me de bondoso, fugi. Mas isto já faz quarenta anos doutor. O senhor acha que tem alguma influência na minha doença? MINICONTO 25 - ~ semelhante Ela obedece a mesma rotina: sai do carro, dá aquela voltinha sensual, abre a porta lateral, mais uma bolsa de marca, sapatos altos, requebra na sombra da vidraça da portaria e entra. Eu, daqui desta janela, ela nunca me percebe. Paixão à meia distância da vista. Acordo: duas da manhã. Oh! a janela do seu quarto está aberta. Ela tem outro! Ela não! ELE! ELE & ELE ! As sombras nas paredes aumentam seus dotes. MINICONTO 24 - / quantificação invariavel Sol da manhã, de frente pro mar, sala dois ambientes, sacada, play graund, duas suites, aeroporto em vinte minutos, portão eletrônico, interfone, porteiro dia e noite, ao lado do Mc Donald's, encostado no Shopping...esquina charmosa... Ela ainda admira o anúncio de uma semana atrás, recortadinho, preso sob uma jarra de artificiosa primavera. Para os fantasmas da solidão ela tem em dia uma caixa de diazepam. MINICONTO 23 - V disjunção lógica No meio da montanha o arcebispo estava com a batina toda rasgada: "procurem o Cristo. Encontrem-no de qualquer maneira!" Alguns sobreviventes procuram-NO por toda a parte, pelas saliências do terreno. Várias macas sobem com corpos agonizando. Helicópteros atentos sobrevoam a região. Um garoto que se amorteceu numa mala, apontou para a cruz vazia na mão do religioso e perguntou: "porque será que ele pulou do crucifixo, na hora em que o ônibus rolou pelo precipício?" MINICONTO 22 - absurdo não q ou i O pastor atravessa um pântano e uma mata. Só lhe falta vencer a correnteza caudalosa do rio para escapar do linchamento. Ainda escuta uns sons: "alô alô alô jornal nacional! Pastor Admastor transa com a mulher do coronel Arlindo!" A bicicleta de som engoliu o disco. Há uma semana atrás a cidadezinha estava calma e o ar devidamente lindo. Somente a oposição enraivecida com a notícia da candidatura do pastor a prefeito, arquitetava um plano em volta de um maníaco. MINICONTO 21 - absurdo y 2.1 As duas solteironas tentam rapidamente fugir do estupro. "Táxi!!!!!!!!!!" O farol do táxi ilumina de baixo em cima o cartaz na porta do teatro: "última exposição de Picasso". MICONTO 20 - absurdo y 2 O incrível Hulk sai apressado do carro. O povo entra em pânico. O bar esvazia. Ele mesmo se serve com uma coca-cola. Entra no carro de novo e segue viagem. Apertando o rev: o carro está parando, ele vem por uma rua estreita, confunde na avenida a entrada da cidade, vem pela BR, está saindo do RJ, o lutador King Kong termina de se maquiar, King Kong acorda, King Kong trabalha a semana contando os dias, a mãe de King Kong mostra para ele o anúncio de um concurso de fantasias: 10.000 reais para a fantasia mais verdadeira! no interior de Minas Gerais. MINICONTO 19 / axy = p + z Da. Elza está atenta no programa de televisão. Aguarda o telefonema do programa Doação do Amor. "Lembro-me bem, meu filho. Escutei um rosnar debaixo da cama. Pensei que era o cão. Estava acordando. Chutei o chão. Rág!!!! Meu Deus, deixei a porta aberta. Pela fresta vi o esqueleto do meu cão. Desacordei. Bam! Bam! Bam! acordei de novo. Arrastaram o bicho pra fora. Foi quando vi um pé humano cair no chão" Conta-se em várias localidades vizinhas que um circo dos horrores atravessou a madrugada, com uma caixa mágica em forma de jaula aberta. MINICONTO 18 / axy - z = p Em suas mãos a receita com o CID 23.0. Contempla as formiguinhas seguindo o caminho das letras engarrafadas do médico. Escuta um tremendo estrondo: booooooooooooommmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!!!!!! Desliga o fogão a gás. Olha através da janela: dois aviões Boeing pretos vão em direção às duas torres!!!!!!!!!!!!!! Engole num só susto o comprimido de lorazepam. Acorda não sabe quantas horas depois. A tarde cinza deságua sobre as duas torres da Matriz, com um urubú posado em cada arco. Um braço, outro braço: dois braços, em abscissa, cabeça, tronco, per na s, em ordenada, o ponto é o umbigo. Nenhum abraço. O coração aos pedaços. MINICONTO 17 - absurdo axy + p = z Silas chegou cansado da longa viagem. Também fez o que sempre sonhou. Jogar em cassinos e dormir em boates. Conhecer uma garota com ar de boneca. Guardou as malas. As chaves do carro cairam na poltrona. Os documentos ficaram espalhados sobre a mesa da sala. Dolores estava mais abatida que perdiz de caça. Lançou sua bolsa sobre o criado mudo. Colocou os sapatos sob a cama. Tirou os cílios. Arrancou as sobrancelhas. Retirou as dentaduras e as unhas postiças. Escovou a peruca loura e esticou-se na cama com uma camisola bordada hecha em Paraguay. Dormió con sus dolores hechas em Paraguay. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 15:27 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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" MINICONTO 162 - entre o sim e o não MINICONTO 161 - a estrada e o abismo ► Janeiro (25) MINICONTO 160 - A lã Pô/ema ▼ 2010 (154) ► Dezembro (77) ▼ Novembro (77) UMEF JAIRO MATTOS:MODELO EM EDUCAÇÃO/www.sosbrasil... 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MINIPALAVRA Se a matemática encontrou a fórmula para representar grandes idéias, encontrei na minipalavra uma forma de representar contos e poesias. Procuro extrair perfume das palavras e as colho pelos pólens de suas sílabas. Sou um caçador/coletor da era digital e digo que não é tão fácil, nem tão simples assim a caça e a colheita de minicontos. Exige aprimorar o conhecimento, para que a envergadura do arco não seja frágil e a descoberta das estações não fique em vão. domingo, 6 de fevereiro de 2011MINICONTO 161 - a estrada e o abismo Ele olhou o sol. Em seguida percorreu com seu olhar a estrada do sol, até seus pés na areia. Ele precisava de se libertar, de encontrar a saída. Seguiu a primeira nuance da estrada do sol. Continuou andando sobre os brilhos e as pérolas que se vislumbravam. No fim do abismo estava o fundo do mar. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:21 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Imprimiu todos os quadros de Van Gogh que pode, repetiu-os ao máximo e colou nas paredes de seu apartamento. Sua realidade interna foi a máxima expressão de sua verdade pós-morte. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:55 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem sexta-feira, 28 de janeiro de 2011MINICONTO 158 - Franz Kafka roda a baiana Agora os terminais de ônibus possuem bibliotecas sociais. Grande passo da sociedade civil organizada. Afrânio leva para casa dois livros de Kafka: A Metamorfose e O Processo. Um passo em falso. Enquanto ele canta no chuveiro, sua esposa folheia rapidamente os livros: "Ah! só faltava esta! Ele vai fazer um curso para se transformar numa barata. Aí eu dou uma vassourada nele. Ele volta ao real e me processa por violência familiar!" No outro dia no consultório médico: "Doutor, vê se aumenta mais a minha dose de Rivotril!" Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:15 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem terça-feira, 25 de janeiro de 2011MINICONTO 157 - El tiempo Todos os dias passeava pelas ondas na beira da praia. Conversava com elas seus sentimentos. Mas o tempo passa. Agora, velho, sentado no banco, Seu Galeao olha o dorso do mar. Entre os dois há um segredo muito grande. O mesmo que as ondas apagaram e que ficou guardado no cofre longínquo da lembrança. Um tesouro de perguntas e respostas que não ficou enterrado no fundo do mar. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:09 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Agora esta p... deste padre, que já está atrasado para a missa de sétimo dia de seu filho! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:49 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem sexta-feira, 14 de janeiro de 2011MINICONTO 154 - psiquê Mais cerveja, mais...a mesa está cheia, contando com as que já bebeu, completa um engradado!!! No seu inconsciente tem um baú muito antigo, afastado para bem longe, de uns doces guardados numa cristaleira fechada a chave. A chave bem escondidinha pela mamãe. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:53 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 153 - ciúme Um corpo de mulher no chão. No carro policial um homem algemado. Um palmo de pano não custa quase nada. Mas a menos, custou a morte da pobre moça. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:48 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 152 - pensamínico Arthur enamorava o mar. Naquela enseada, em forma de sereia. Não era Rei, não pertencia à Távola Redonda, não foi discípulo de Merlin, nem empunhava a espada de Excalibur; apenas observava as ondas vindo e indo, imaginando quem ia e vinha mais do que seus pensamentos. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:41 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem quarta-feira, 12 de janeiro de 2011MINICONTO 151 - Adiós! Hasta siempre! Vera olhava em volta da cama. O guarda-roupa envernizado, a cortina rendada na janela, entreaberta, escapando um pouco de sol. Estava despedindo do ex. Adeus quarto, casa, rua, bairro, país, universo, adeus tudo. Este mundo é passageiro. Este mundo é ex. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 09:56 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem quarta-feira, 5 de janeiro de 2011MINICONTO 150 - doutoreco Dr. A.B.Surdo ouve atentamente a mais um paciente. Neuropatite, sinusite, palpitações, dor no estômago, pleurite......Sua receita e seu milésimo palpite: 0,5 g de ácido acetilsalicílico + 0,3 g de cafeína.... uma droga que se encontra em qualquer esquina, base do melhoral (faz bem se não faz mal). Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 06:45 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 149 - inversão O pastor brada dentro do apartamento. Prega e reprega o mesmo evangelho todos os dias, para os seus e a vizinhança inteira. Os muitos anos na prisão conduziram-no a uma outra prisão. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:03 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 148 - retorno 8 Adamour e Evany acordam bruscamente devido ao som fortíssimo de uma buzina. Não é fácil dormir no décimo andar sobre uma avenida. Acordar assim é pior. Como é dificil levantar. Reviver o passado adâmico da expulsão do paraíso. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:55 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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MINICONTO 197 - O HOMEM QUE RIA DE SUA COLUNA - HO... MINICONTO 196 - Nunca Mais - Thifareth MINICONTO 195 - José Luiz Teixeira do Amaral - Min... MINICONTO 194 - Guedulah ► Março (17) MINICONTO 193 - Binah MINICONTO 192 - Chokmah MINICONTO 191 - Khether MINICONTO 190 - Thô MINICONTO 189 - Shin MINICONTO 188 - Resh MINICONTO 187 - Koph MINICONTO 186 - tsade MINICONTO 185 - Phe (pe) MINICONTO 184 - Kwain MINICONTO 183 - samekh MINICONTO 182 - nun MINICONTO 181 - mem MINICONTO 180 - lamed MINICONTO 179 - khaph MINICONTO 178 - yod MINICONTO 177 - teth ▼ Fevereiro (17) MINICONTO 176 - cheth MINICONTO 175 - Zain MINICONTO 174 - Vav ou Vô MINICONTO 173 - He MINICONTO 172 - Daleth MINCONTO 171 - Ghimel MINICONTO 170 - Beth/interior/ativo MINICONTO 169 - Aleph/Ela MINICONTO 168 - anti-precisão MINICONTO 167 - nova dimensão UMEF JUIZ JAIRO MATTOS REINAUGURA NOVA DIREÇÃO COM... MINICONTO 166 - O reinado dos ratos MINICONTO 165 - A visitante MINICONTO 164 - Pena Máxima MINICONTO 163 - " ? " MINICONTO 162 - entre o sim e o não MINICONTO 161 - a estrada e o abismo ► Janeiro (25) MINICONTO 160 - A lã Pô/ema ► 2010 (154) ► Dezembro (77) ► Novembro (77) Quem sou eu José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem Escritor, poeta, inspirado pelas luzes dos antigos sábios e ensinamentos sagrados, herdados da Península Ibérica, através dos filhos de Abraão. Visualizar meu perfil completo Modelo Travel. Imagens de modelo por sbayram. Tecnologia do Blogger.
MINIPALAVRA Se a matemática encontrou a fórmula para representar grandes idéias, encontrei na minipalavra uma forma de representar contos e poesias. Procuro extrair perfume das palavras e as colho pelos pólens de suas sílabas. Sou um caçador/coletor da era digital e digo que não é tão fácil, nem tão simples assim a caça e a colheita de minicontos. Exige aprimorar o conhecimento, para que a envergadura do arco não seja frágil e a descoberta das estações não fique em vão. terça-feira, 8 de março de 2011MINICONTO 180 - lamed A vontade maior era matá-la. Não podia suportar aquele desdém. Olhar em seus olhos não seria mais possivel, pois eles olhavam para outros olhos. Agora seus olhos eram dois túneis por onde ele entrava de viés e morria aos poucos, desaparecendo nas asas do desespero. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 13:40 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 13:32 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 177 - teth Mauro deitou-se e dormiu enquanto a branda luz da janela se desprendia. Um fantasma atravessou o corredor e correu para a sala. Seu rosto era de um velho dono de sítio. Seus pés e seus braços os de uma criança com seus aparente nove anos. No fundo da sala um saco de mangas. Dos olhos do fantasma saltam dois cães ferozes e sua boca cospe tiros de sal. Um imenso muro distancia as mangas para bem longe. O relógio da sala bate as doze costumeiras horas da meia noite. O fantasma se assusta e volta correndo. Atravessa o corredor. Interna-se em seu inconsciente. Mauro acorda e recorda de sua infância. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 10:47 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:10 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 173 - He Foi uma explosão. Ele mesmo a provocou. Tudo ficou de pernas pro ar. Pensou, marcou, ganhou! Agora isolado, com nome trocado, usando um disfarce, pode-se dizer que sofreu um atentado contra si mesmo. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:04 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 172 - Daleth A questão principal era encontrar seu lugar no mundo como mulher. Só lhe ofereceram duas oportunidades: o brilho encantador de um lar organizado ou a avenida infinita de mesinhas de bares. A culpa cabe aos homens, exímios caçadores desde tempos imemoriais, haviam recolhido todos os troféus das conquistas e condições humanas. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 05:01 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINCONTO 171 - Ghimel Cantar e dançar? Nem como! Seria o mesmo que assoviar e chupar cana. Trabalhar e sorrir? Também não dá. Conversar e ouvir? Não seria exigir demais. Até que cantar, somente cantar, sentado na poltrona solitária da sala, daria. Mas cantar e tomar banho, não! Trabalhar sim, desde que ficasse quietinho naquele canto sombrio do escritório. Mas sorrir trabalhando, seria mais fácil ser alpinista. Conversar e ouvir. Nem conversar, nem ouvir. Não há nada para ele falar. Ele não tem mais nada para ouvir. Este "e", este pequenino "e", que conecta os elementos da vida de todo mundo, não cabia em seu universo. Onde está ela "e" ele? Ou melhor explicando, onde está sua mãe? Ele nunca a conheceu. Ela levou consigo o seu "e". Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:58 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 170 - Beth/interior/ativo João, suor da cabeça aos pés, molhando o vermelho da macacão, vermelho que não era socialista, vermelho terceirizado, transgenizado pelo neo capitalismo. Exposto como objeto. Na solidão de seu barraco, de bermuda brechó, comendo o mínimo do mínimo, tenta ser voyeur de um super programa de tevê. Exposto como sujeito. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:50 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 169 - Aleph/Ela Certeza absoluta sim! Sem dúvida alguma, sabia como obter aquela linda bolsa na vitrine do shopping. Conhecia as artimanhas para ganhá-lo. Lutava por ele, sabendo que não lhe pertencia. Um pedaço dos outros. Não dela, nem das colegas delas. Era dos outros e dos amigos deles. Por maior que fosse sua capacidade de consegui-lo, estava femininamente submetida à sexualização do dinheiro. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:46 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem terça-feira, 22 de fevereiro de 2011MINICONTO 168 - anti-precisão Todo dia Ricardo ia para a fábrica. Batia o ponto. Alinhava o torno, retirava quaisquer aparas ou poeiras que sobrassem pelo viés do dia anterior. Mais uma jornada se iniciava mergulhado como Carlitos em seu mundo moderno. Batia o ponto. Alinhava o torno. Batia o ponto. Alinhava o torno. Desta vez debateu-se como uma vírgula. Bateu as botas. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 16:53 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011MINICONTO 167 - nova dimensão Foi somente uma palavra pronunciada: "perdão!" Com esta palavra abriu-se a luz. E foi a luz do primeira dia. E foi o dia da primeira primavera. E foi a primavera da primeira flor. E foi a flor do primeiro jardim. E o foi o jardim onde não houve mais uma expulsão. Não foi um jardim do Edem, mas foi um jardim da permanência. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 14:30 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Melhor explicando: seu corpo ficaria entre as grades enquanto existisse vivo. Completando: suas idéias, como são imortais, sobreviveriam em outros corpos, em outros locais, em outras épocas. A idéia sempre escapa entre os dedos dos algozes. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:11 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem domingo, 6 de fevereiro de 2011MINICONTO 163 - " ? " Usava chapéu. Andava ao léu. Morava em arranhacéu. Não, não chamava Manuel. Era aventureiro. Não era venturoso. Virou o mundo da cabeça aos pés. Descascou-o do casco ao convés. Mas não encontrou o que há por detrás dos véus! Não usa mais chapéu. Usa boné com o bico roído. Agora apenas arranha o céu com os olhos fitos nas estrelas, em cada noite dormida nas areias da praia. Agora é um bem aventurado. O seu teto é o céu. O seu caminho são as estradas do mundo. Reduziu-se a um nada. Seu erro foi atravessar a fronteira que limita a realidade e a imaginação. Ficou além da travessia. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 14:45 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 162 - entre o sim e o não A passagem era estreita. Retiraram-no puxando-o pela cabeça ensanguentada. Entre um tropeço e outro, uma sílaba e outra foi rompendo estrada. Entre as árvores, as frutas suspensas, as horas marcadas foi vivendo, através do quintal. Entre as mesas e os papéis e as outras mesas, um horário, outro horário, foi suportando através das vidraças. Entre conflitos de idéias opostas, entre as pessoas nas ruas, sempre diante da passagem estreita. Todo este risco se fez progresso, criou novos atalhos e abriu a janela da esperança. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:29 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem Postagens mais recentes Postagens mais antigas Início Assinar: Postagens (Atom) Minha lista de blogs http://francomacom.blogspot.com/ O VAI E VEM DO RECADO AMOROSO 2 dias atrás http://umefjuizjairomattosnews.blogspot.com/ DÉBORA VAZ, PROFESSORA DE LÍNGUA PORTUGUESA E SEU PROJETO EXTRAORDINÁRIO 2 dias atrás http://cafepoema.blogspot.com/ EU, ELA E A JANELA 4 dias atrás http://joseluizteixeiradoamaral.blogspot.com/ FANTÁSTICO! 1 semana atrás http://adameveelsalem.blogspot.com/ PERDÃO: CURA DE TODOS OS MALES 2 semanas atrás http://shalomelshadai.blogspot.com/ JOSUÉ, O SOL, TORÁH E A CABALÁH 2 semanas atrás http://tronodesalomao.blogspot.com/ Dr. FERNANDO FERRARI NOGUEIRA CAMPOS - O REI DA ESTÉTICA 2 meses atrás http://sosbrasileiro.blogspot.com/ GOOGLEM EM BLOGGER 3 meses atrás http://projetolorena.blogspot.com/ BELO TEXTO DO PROFESSOR LOACYR CLÁUDIO (PROF.CICA) PARA O DIA DAS MÃES 4 meses atrás http://rabinoyoussef.blogspot.com/ DIRETORA COMETE ASSÉDIO MORAL, MAS É UMA QUESTÃO PSICO-ESPIRITUAL 4 meses atrás Seguidores Arquivo do blog ▼ 2011 (74) ► Setembro (3) DOAÇÃO FANTASMAGÓRICA - Miniconto 208 ENCONTRO DO DESENCONTRO - Miniconto 207 O INESPERADO DE UMA GRANDE SURPRESA - MINICONTO 20... ► Julho (1) MINICONTO 205 - A valsa do vento ► Maio (2) MINICONTO 204 - Trocadilho solar/do amor MINICONTO 203 - A cruel face da existência ► Abril (9) MINICONTO 202 - ANIMAIS PRÉ-HISTÓRICOS NA PRAIA MINICONTO 201 - O outro pedaço da história MINICONTO 200 - O PREÇO DA CORDA - Malchuth MINICONTO 199 - A COLHEITA NEFASTA - Yesod MINICONTO 198 - NA MORTE A HERANÇA DAS FLORES - Ne... MINICONTO 197 - O HOMEM QUE RIA DE SUA COLUNA - HO... MINICONTO 196 - Nunca Mais - Thifareth MINICONTO 195 - José Luiz Teixeira do Amaral - Min... MINICONTO 194 - Guedulah ▼ Março (17) MINICONTO 193 - Binah MINICONTO 192 - Chokmah MINICONTO 191 - Khether MINICONTO 190 - Thô MINICONTO 189 - Shin MINICONTO 188 - Resh MINICONTO 187 - Koph MINICONTO 186 - tsade MINICONTO 185 - Phe (pe) MINICONTO 184 - Kwain MINICONTO 183 - samekh MINICONTO 182 - nun MINICONTO 181 - mem MINICONTO 180 - lamed MINICONTO 179 - khaph MINICONTO 178 - yod MINICONTO 177 - teth ► Fevereiro (17) MINICONTO 176 - cheth MINICONTO 175 - Zain MINICONTO 174 - Vav ou Vô MINICONTO 173 - He MINICONTO 172 - Daleth MINCONTO 171 - Ghimel MINICONTO 170 - Beth/interior/ativo MINICONTO 169 - Aleph/Ela MINICONTO 168 - anti-precisão MINICONTO 167 - nova dimensão UMEF JUIZ JAIRO MATTOS REINAUGURA NOVA DIREÇÃO COM... MINICONTO 166 - O reinado dos ratos MINICONTO 165 - A visitante MINICONTO 164 - Pena Máxima MINICONTO 163 - " ? " MINICONTO 162 - entre o sim e o não MINICONTO 161 - a estrada e o abismo ► Janeiro (25) MINICONTO 160 - A lã Pô/ema ► 2010 (154) ► Dezembro (77) ► Novembro (77) Quem sou eu José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem Escritor, poeta, inspirado pelas luzes dos antigos sábios e ensinamentos sagrados, herdados da Península Ibérica, através dos filhos de Abraão. Visualizar meu perfil completo Modelo Travel. Imagens de modelo por sbayram. Tecnologia do Blogger.
MINIPALAVRA Se a matemática encontrou a fórmula para representar grandes idéias, encontrei na minipalavra uma forma de representar contos e poesias. Procuro extrair perfume das palavras e as colho pelos pólens de suas sílabas. Sou um caçador/coletor da era digital e digo que não é tão fácil, nem tão simples assim a caça e a colheita de minicontos. Exige aprimorar o conhecimento, para que a envergadura do arco não seja frágil e a descoberta das estações não fique em vão. quinta-feira, 21 de abril de 2011MINICONTO 200 - O PREÇO DA CORDA - Malchuth O mendigo passava todos os dias por alí. Sujo cheirando um ano sem banho, recebia seus trocados, em moedas de pouco valor, que lhe cobriam um pão seco e vezes ou não um cigarro fatiado. Pierre era de bom coração. Quando viu aquela mão ressequida surgindo detrás dos trapos, estendida e trêmula, colocou nela um dinheiro que alguém jamais lhe havia dado. O mendigo agradeceu, sorriu, pulou de contente. No outro dia apareceu pendurado na praça por uma corda de nylon, de uma árvore bem alta, uma corda bem cara, do valor contido no gesto de caridade. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 10:57 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 199 - A COLHEITA NEFASTA - Yesod Pedro era dono de uma maravilhosa chácara. Justamente no centro dela, ele plantou uma semente. Ele proibiu que comessem de seu fruto. Ele não queria ninguém no centro daquela confusão. Martha foi o pivô de todo o seu problema. A casa diametralmente construída dentro do terreno, virou bangú nas mãos de gigolôs. Os que comeram daquele fruto, pereceram de corpo e alma. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 10:51 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Se jogava na coluna do meio dava coluna 2, se jogava na coluna 2, dava coluna l. Mas e os bicos de papagaio que o obrigavam a andar com aquele cajado? Esquece, mano! Lugar de papagaio não é na coluna, é no puleiro! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 17:40 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem domingo, 17 de abril de 2011MINICONTO 196 - Nunca Mais - Thifareth Sônia esperou-o até a meia noite. Ele não chegou. Passaram-se cinco anos. Hoje, Sônia debruça sobre a janela e pensa: ele só queria atravessar para o outro lado da rua e não para o outro lado da vida! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 16:36 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem sábado, 9 de abril de 2011MINICONTO 195 - José Luiz Teixeira do Amaral - Minha Vida - Geburah Sei que morava em frente à praça, num vértice de um triângulo equilátero, entre a Igreja e a praça. Ali estava nosso saudoso lar. Dentro daqueles l80º equiláteros, tentei a todo custo viver meus 360º circulares de minha juventude rebelde. "Zé Luiz, você vai pra praça assim, todo despenteado, com a camisa desbotoada? Quando você ficar rapazinho, duvido se agirá assim!" A voz de mamãe ecoa, como se fosse agora. Rapazinho, homem, maturidade. Danielle/Valcimar e Rodrigo; Thiago/Ana e Matheus. "Zé Luiz você vai pra praça assim?....." Como tudo passou tão depressa. Andei por todos os caminhos e escrevi odisséias, ilíadas, divinas comédias, lusíadas pela vida afora. "Zé Luiz, você vai pra praça assim?..." Não só para a praça, para a vida, despenteando e desabotoando a camisa e não mais que um chinês, onde toda a minha estrada reduziu-se a um fio de alfinete e toda a minha história escrita na cabeça deste alfinete. Tudo passou rapidamente no círculo circunscrito além da praça, da igreja e de minha casa com mamãe perguntando a dúvida mais sagrada de minha vida, até agora no meu coração e na minha alma. Este eterno presente em que escrevo este conto, sopra folhas secas ao vento e abre as cortinas da permanência, da imanência. Passado e futuro são os únicos ingredientes em que posso parar e pensar neles profundamente. Preciso de voltar aos meus catorze anos e dizer para mamãe que a praça sou eu mesmo. Mesmo sofrendo de Alzheimer, mamãe tem na sua memória o brilho dos meus olhos. Através deles haverá de compreender que andei pelo diâmetro de um círculo com tanta liberdade que ele se transformou na sua circunferência. Entenderá meus múltiplos eus: um profeta, um poeta, um guerreiro, um rabino, um anarquista no bom sentido, e que só posso me encontrar com eles em mim mesmo, no meu inconsciente, onde reina uma aurora primaveril, entre canteiros e flores, entre arvoredos cheios de lacerdinhas(insetos que nos incomodavam, pois quando caiam sobre nós, provocava uma terrivel coceira), entre bancos com outros eus sentados, contemplando a vida láctea com bilhões de estrelas. GEBURAH ! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 06:47 1 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem domingo, 3 de abril de 2011MINICONTO 194 - Guedulah Nívea apanha o retrato três por quatro do seu ex-marido. Com a tesoura recorta o retrato e fica apenas com o branco do papel. Com um fósforo aceso, queima o retrato. Abre o frasco e deixa cair as últimas cinzas que restaram. Era o desejo dele. Depois de uma longa e trágica doença, deixou todas as coisas acertadas, inclusive o crematório. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 13:42 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem quinta-feira, 17 de março de 2011MINICONTO 193 - Binah Lucinha corria prá lá e prá cá, atrás de sua filmadora. Todos estavam sendo filmados para a posteridade. Lucinha sempre atrás das lentes... sempre atrás...em todas as festas e solenidades, somente ela filmava, somente Lucinha. Quando Lucinha se olha no espelho não consegue esquecer-se das terríveis queimaduras provocadas por uma panela de pressão, na infância. Lucinha é assim: uma hora em frente ao espelho, outra hora atrás das lentes da filmadora. Sempre atrás, ou do espelho, para se ver horrivelmente de frente ou da filmadora para nunca ser ver. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 14:55 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem quarta-feira, 9 de março de 2011MINICONTO 192 - Chokmah Todos os sócios foram se aproximando. Chegando um a um na ponta dos pés. Curiosos são cúmplices cartoriais. Um corpo estirado no chão, a moto aos pedaços. O investidor principal algemado a um canto, bêbado, sem lucidez alguma, com a frente do carro em forma de flor de hiroshima. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 03:53 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Algumas até de doze quilômetros! Mas o ônibus é metálico demais, pesado ao extremo e o motorista estava preocupado com um motoqueiro que se aproximava bastante de sua lateral esquerda. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 14:18 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 189 - Shin Josias olhou este único momento de eternidade, onde jaz o tempo com seu passado, presente e futuro instantaneamente ligado ao número. Percebeu a extensão infinita do espaço, onde permanece o comprimento, a largura e a profundidade, permanentemente sob as leis da medida. Conheceu a substância original da matéria em seus estados sólido, líquido e gasoso, consequentemente submetido à categoria do peso. Ajoelhou-se e disse: Eu Sou! Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 14:14 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 14:04 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 186 - tsade Antunes pensava diante da teoria da relativade. Se há uma igualdade, tudo é igual. Tudo é permanente. As alterações da realidade são apenas ilusões. O mundo é estático. Somente o amor é extático. Então só há o amor. Quem não cair em suas mãos, não conhecerá a relatividade. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 14:01 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 185 - Phe (pe) Ele tentata se lembrar qual era a última lembrança que tinha de seu pai. Só que não se dava conta que ela estava embutida neste esforço de lembrá-la. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 13:56 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 184 - Kwain Mariana no centro da praça observa lá no alto a igreja. O sino parado. Silencioso e mudo convida todas as lembranças a se reunirem em torno de sua torre para lacrimejar os olhos de Mariana. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 13:53 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 183 - samekh Debruçada sobre o umbral da janela, mirava a rua. Uma vereda tortuosa, infinita, interiorana, onde lá no final que não tem mais final uma menina pulava amarelinha e cantava: "Senhor padre, quero me casar.... com quem será? com o filho do conde?" Quanta tristeza. Até as frases mais pequeninas tem um ponto final. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 13:50 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 182 - nun Deixou de fumar o cachimbo. A vizinhança reclamava demais. Agora fuma charuto. De novo recomeçam as queixas. Afinal de contas, a sua homosexualidade reprimida também está nas garras daquela gente. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 13:46 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem MINICONTO 181 - mem Paulo sofria demasiadamente. Conviver entre a dependência familiar e a megalomania. As duas forças o apertavam sem pena e ressentimento. Ele espirrava bem à frente e como único recurso comia e falava incessantemente. Era a única via de mão dupla, por onde poderia passar, até sufocar a sua própria ansiedade. Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 13:44 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! 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